Gabriella MoraesCorretora de imóveis Conversar no WhatsApp

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Primeiro imóvel em Goiânia: entrada, financiamento e FGTS sem mistério

Sair do aluguel é um dos sonhos mais comuns de quem procura imóvel em Goiânia. Junto com ele vem uma lista de dúvidas: quanto eu preciso ter guardado? O banco vai aprovar? Dá para usar o FGTS?

Vou responder na ordem em que essas perguntas costumam aparecer.

Quanto eu preciso de entrada?

Depende do tipo de imóvel e de como você vai pagar.

Imóvel pronto com financiamento. O banco financia uma parte do valor e você paga o restante como entrada, com dinheiro guardado e, quando possível, FGTS. Quanto o banco financia varia com a instituição, a linha de crédito, o imóvel e o seu perfil. O número certo vem da simulação, e não de uma regra geral.

Imóvel na planta. A entrada costuma ser parcelada durante a obra, direto com a construtora. No fim, o saldo é financiado. É por isso que muita gente consegue começar pelo lançamento antes de conseguir juntar a entrada de um imóvel pronto. Explico o passo a passo neste guia de compra na planta.

E não esqueça os custos que vêm junto com a compra: ITBI, registro, avaliação do banco. Separei tudo neste artigo sobre custos.

Como o banco decide se aprova

O banco olha, principalmente:

  • Renda. A parcela precisa caber dentro de um limite da renda familiar, que cada instituição define.
  • Cadastro. Nome limpo e histórico de pagamento pesam bastante.
  • O imóvel. O banco faz uma avaliação para confirmar que o imóvel vale o que está sendo financiado.

Dá para somar a renda de duas pessoas, como um casal, e isso muda o valor possível. Autônomos também conseguem financiar, mas precisam comprovar renda de outras formas, como extratos e declaração de imposto de renda.

Compare propostas pelo custo total, prazo, seguros, indexador e forma de amortização, e não só pelo valor da primeira parcela. E faça a simulação antes de se apaixonar por um apartamento: assim você já procura dentro do que cabe.

Dá para usar o FGTS?

Em muitos casos, sim. O FGTS pode entrar na entrada, na amortização do saldo ou em parte das parcelas, desde que você, o imóvel e a operação cumpram as regras vigentes. Entre os pontos analisados estão o tempo de trabalho com FGTS, a existência de outros imóveis ou financiamentos, a finalidade de moradia e o enquadramento do imóvel.

As regras têm detalhes e mudam de tempos em tempos. Quem confirma é a CAIXA ou o banco da operação, e eu peço essa verificação com você antes de a gente contar com esse dinheiro.

Programas habitacionais

Dependendo da renda da família, o programa Minha Casa, Minha Vida pode ter condições específicas. As modalidades, as faixas de renda e os valores de imóvel mudam, então a regra vigente deve ser conferida na página oficial do programa e com o banco, na hora da simulação.

Documentos para separar desde já

Adiantar isso economiza semanas. Em geral são pedidos:

  1. RG e CPF de todos os compradores
  2. certidão de nascimento ou casamento
  3. comprovante de residência atualizado
  4. comprovantes de renda dos últimos meses (holerite, extrato ou pró-labore)
  5. declaração do imposto de renda, se você declara
  6. extrato do FGTS, se for usar

O banco pode pedir outros, conforme o seu caso.

A ordem que eu recomendo

  1. Simulação de crédito, para saber o valor possível.
  2. Definição da região e do tipo de imóvel.
  3. Visitas, com calma.
  4. Proposta e análise do contrato.
  5. Aprovação do financiamento e assinatura.
  6. Registro em cartório e chaves na mão.

Parece muita coisa, mas cada etapa fica simples quando alguém caminha com você. Se o seu primeiro imóvel está nos planos, me chama e a gente organiza a sua primeira simulação.

As condições do seu financiamento e do uso do FGTS são definidas pela instituição financeira na análise de crédito. Este guia não substitui essa análise.