Quem vai comprar um imóvel em Goiânia geralmente começa pelo portal de anúncios ou pelo Instagram. Em poucos minutos aparecem vários corretores oferecendo o mesmo apartamento. E aí vem a dúvida: com quem eu falo?
A resposta tem menos a ver com o discurso de venda e mais com a qualidade das respostas. Seguem os pontos que valem a pena conferir.
Confira o registro antes de qualquer conversa
No Brasil, só pode intermediar a compra e venda de imóveis quem tem registro no CRECI, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis. A profissão é regulamentada pela Lei 6.530, de 1978.
Todo corretor precisa informar o número do CRECI nos anúncios. Se não aparece em lugar nenhum, pergunte. A consulta é pública no site do CRECI de Goiás e no do COFECI, o conselho federal. Com o nome ou o número, você confere se o registro está ativo.
Veja também com qual imobiliária a pessoa trabalha e qual é o papel dela no atendimento. Um perfil bonito nas redes não substitui identificação verificável.
Veja se a pessoa explica ou só empurra
Uma boa corretora faz mais perguntas do que fala nos primeiros minutos. Ela quer saber:
- se é o seu primeiro imóvel ou se você já tem outro
- se a ideia é morar, alugar ou revender
- quanto você tem guardado e se pretende usar FGTS
- em que parte da cidade você trabalha, estuda ou tem família
Sem essas respostas, qualquer indicação é chute. Se alguém te manda três links de apartamento antes de entender a sua vida, desconfie.
Repare também em como ela lida com as suas dúvidas mais básicas. Não existe pergunta boba quando o assunto é um contrato de centenas de milhares de reais. Se você sentiu vergonha de perguntar alguma coisa, algo está errado na conversa.
Pergunte sobre o empreendimento, não só sobre o apartamento
Em lançamento, você está comprando algo que ainda vai ser construído. Então vale perguntar:
- Qual é a construtora e o que ela já entregou em Goiânia? Visitar um prédio pronto da mesma empresa diz muito.
- A incorporação está registrada em cartório? Sem esse registro, a venda de unidades na planta não pode acontecer.
- Existe patrimônio de afetação? É um regime previsto em lei que separa o dinheiro daquela obra do caixa geral da construtora.
- O que está no memorial descritivo? É o documento que diz qual piso, qual esquadria e qual acabamento você vai receber.
Uma corretora preparada responde a essas perguntas ou vai atrás da resposta. Ela não precisa saber tudo de cabeça, mas precisa saber onde procurar e mostrar o documento.
Sinais de alerta
Alguns comportamentos pedem cautela:
- Promessa de valorização garantida. Ninguém sabe quanto um imóvel vai valer daqui a cinco anos. Dá para mostrar histórico da região, mas garantia não existe.
- Pressa artificial. "Só hoje", "última unidade" dito toda semana. Tabelas de lançamento mudam, é verdade, mas decisão de compra não pode ser tomada no susto. Peça as informações por escrito e tempo para analisar.
- Pedido de dinheiro na conta pessoal. Sinal, entrada e parcelas vão para a construtora ou para a conta indicada no contrato. Nunca para o corretor como pessoa física.
- Contrato que ninguém lê com você. Se a pessoa quer que você assine rápido, sem passar pelas cláusulas de atraso de obra, distrato e correção, pare.
E quanto custa ter uma corretora?
Na maior parte das compras, a comissão é paga por quem vende. Em lançamentos, ela costuma estar dentro da negociação com a incorporadora. Pergunte sempre, e peça que isso fique claro por escrito. Transparência sobre dinheiro é o primeiro teste de confiança.
Como eu trabalho
Eu atuo pela My Broker Marista. Meu objetivo é traduzir as informações de cada imóvel e ajudar você a montar critérios para uma decisão consciente. Se você ainda está no começo da pesquisa, tudo bem: a gente parte das dúvidas simples e avança no seu ritmo. Veja como funciona o meu atendimento.
Quer montar a sua lista de critérios? Me chama pela página de contato. A primeira conversa é só isso: uma conversa.
- Lei 6.530/1978, regulamenta a profissão de corretor de imóveis
- CRECI Goiás e COFECI, consulta de registro